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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O peso da solidão

quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Definida como um estado de espírito, a solidão, quando se instala no interior de uma pessoa, pode servir-lhe de grande bem ou como algo negativo e prejudicial. Pode ser um bem, à medida que o ser humano necessita estar só, quando realiza um trabalho que exige concentração ou reflete sobre sua vida. Há aqueles que até abençoam a solidão em que vivem, porque sabem desfrutar de seus benefícios. A solidão é negativa quando passa a ser um recuo diante da vida.

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Há quatro grandes aspectos em que é possível o ser humano se realizar: o afetivo, o profissional, o social e o pessoal. Ele até pode ser bem-sucedido em alguns deles. Mas justamente no aspecto pessoal, em que descobre quem é, o que deseja, com quem gostaria de estar, que se instala a solidão. Quando a pessoa não está bem consigo mesma, quando não digere mágoas, perdas e tristezas, apresenta o terreno propício para que nela se instalem sentimentos negativos. Pode haver, nesses momentos, dois tipos de reação: a daquela que se sente só e definha, e a de quem se sente só e agride. A solidão é o estado de quem não sabe participar da vida.

A solidão não é apenas circunstancial. Alguém pode morar sozinho e ser muito feliz, pois curte o que faz e se encontra de bem com a vida. Mas para quem não alimenta sonhos, não tem objetivos, não vibra positivamente e não é otimista diante dos acontecimentos, é difícil viver. Pára no tempo e ali fica, emperrado.

As pessoas solitárias normalmente são pessimistas, pois ruminam sempre o lado negativo de seu passado: aquilo que não deu certo. Queixam-se de tudo e de todos, e não sobra nada para ser avaliado.

Algumas até gostam de sofrer e se comprazem em chamar a atenção dessa forma. Porém, outras já nascem com esse sentido de solidão - um vazio interior. Experimentam uma tristeza que não explicam, mas que as afasta dos outros. E preciso vasculhar muito para saber o que aconteceu com elas, para ajudá-las a sair dessa situação.

Os que vivem circunstancialmente sós às vezes são solitários, mas nem sempre sentem solidão. Por exemplo: uma pessoa de 80 anos, que não tem mais parentes, está só pelas circunstâncias. Mas, além das circunstâncias, pode se sentir mais só ainda. Dependendo do temperamento, apesar da situação, ela não sente o peso da solidão: faz-se acompanhar pelo rádio, pela televisão, lê um livro, curte sua casa e suas lembranças. Curte o mundo dela. Existe diferença entre a pessoa que se sente sozinha pela vida e a que se coloca sozinha perante ela. Quantas vezes não ouvimos alguém dizer que, no meio de muita gente, se sente só?

Há ainda a solidão do casamento. Tanto a mulher quanto o homem, quando são fechados diante do companheiro e dos filhos, não sabem como trocar experiências. Já a pessoa só não tem com quem repartir, não tem quem lhe dê a mão.

A primeira coisa que alguém em estado de solidão deve fazer é saber por que se sente só, vazio, infeliz, rejeitado e desinteressado de tudo. Há nele uma mágoa profunda que vem de longe. Tem medo das pessoas, sente depressão e angústia.

Nesses momentos, o importante é ir ao encontro da verdade e tentar administrá-la, com o intuito de superar esse estado. Ficar sentada esperando que tudo caia do céu é utopia. Se há interesse em participar da vida, atualizar-se, ocupar-se com algum trabalho manual, a vida se torna mais suave.

Solidão é um estado de espírito. Quem a sente não está bem consigo e com o mundo. Porém, isso depende da história e da natureza de cada um. Na natureza, há a índole e o meio ambiente, duas forças muito poderosas. Às vezes, o meio ambiente é péssimo, mas a índole é ótima. A pessoa supera esse aspecto negativo de sua vida. Outras vezes, acontece o contrário, e ela também supera. Porque há naturezas iguais com histórias diferentes, de pessoas que reagem de forma distinta. Irmãos da mesma família, por exemplo, criados do mesmo jeito, com as mesmas dificuldades, posicionam-se distintamente diante da vida: um se torna encolhido para sempre; outro é a personificação da agressividade, enquanto o terceiro caminha tranqüilo pela vida afora. Sua natureza difere da dos demais irmãos. É algo maior que não se explica e que nós, seres humanos pequenos e finitos, não entendemos.

Para vencer a solidão, além de saber a causa, o indivíduo precisa saber o que o tiraria desse estado. E batalhar para conseguir isso. Para cada pessoa existe um caminho diferente, e deve-se lutar para alcançá-lo. A resposta negativa da vida ela já tem, agora é preciso buscar a positiva, pois a solidão costuma matar de tristeza. A pessoa vai se atrofiando e, quanto mais fraca ficar, menos condições de reagir tem.




http://www.catequisar.com.br/texto/comp/02.htm

sábado, 18 de junho de 2016

FOI APEGO...

sábado, 18 de junho de 2016

Eu gostei de você. Na verdade foi muito além do verbo “gostar”. Foi loucura, burrice, teimosia. Mas era tudo que eu sentia. Eu gostei de você, muito mais do que de mim e das outras pessoas, tudo parecia tão sem cor se você não estava por perto. Me sentia uma criança do seu lado, tudo era mais vibrante.

Eu gostei de você. Até você começar a me decepcionar. E de pouquinho em pouquinho me magoando, me enganando, fazendo pouco caso de mim.
Dia desses reli nossas mensagens, não desde o inicio, pois seria muito cansativo. Mas eu precisava me lembrar o motivo pelo qual deixei de gostar de você. Afinal, a gente se ilude né?! Te confesso que quase caí na sua lábia de novo. 

Mas, depois que li todas aquelas coisas que você disse, foi outra facada em mim. Parece que me magoou de novo. Mas, dessa vez eu tive chão pra pisar, cabeça pra pensar e entender que tudo isso nunca valeu a pena realmente.
Eu gostei de você. E mudo meu cabelo todos os meses só pra fingir que não sou mais aquela que foi sua um dia. Mas eu fui. E por todas aquelas coisas que escrevi, por todos os dias em que te procurei por aí, e por tudo que você me fez sofrer eu não gosto mais de você. Nem menos. Na verdade é como se todo carinho, mágoa e raiva que eu senti tivesse desaparecido por aí, virado pó.
Eu gostei de você. Mas, gosto mais de mim. Assim. Sem você

via: Bendita Cuca

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Solidão a Dois

quinta-feira, 9 de junho de 2016


Com sorrisos cada vez mais raros e sem poder de contagiar; com impaciência ao invés de brincadeiras e um torturante silêncio onde deveriam existir palavras e palavras, cada vez mais pessoas vivenciam a solidão a dois, termo que ouvi pela primeira vez na voz de Cazuza, em “Eu queria ter uma bomba”, música do Barão Vermelho.
São olhares vazios, pensamentos dispersos e uma sensação enorme de “tanto faz”. Na mesa do restaurante, o casal insiste em prestar atenção exclusivamente às telas de seus celulares; enquanto caminham, nenhuma palavra sai de seus lábios, e na despedida um beijo frio. No sexo, por não exigir diálogo, as coisas fluem um pouco melhor. Mas ainda assim é insuficiente.
O relacionamento, contudo, é mantido. Talvez por conveniência ou talvez porque essa realidade basta. Existem pessoas que se contentam com o básico e outras que temem a solidão mais do que qualquer outra coisa. Elas não percebem, porém, que estão sozinhas, apesar de terem uma companhia.
Parece contraditório, mas não é. Soa como se as pessoas, com medo da solidão, resolvessem ficar sozinhas juntas. Assim é formada uma multidão de almas vazias, de corações partidos e mentes desencontradas.
Elas se sentem perdidas da mesma forma. Estão a sós com seus pensamentos, embora segurem uma mão. Sonham acordadas, mas preferem não falar sobre isso. Passam horas tentando saber porque aquelas pessoas malucas escrevem poemas e canções.
Ficam inconformadas por aqueles que dizem que até o céu muda de cor quando estão amando. “Porra, o céu é azul. Sempre foi e sempre será”, concluem. Mas é mentira. O céu é da cor que querem aqueles que não sentem uma solidão esmagadora, estejam acompanhados ou não.

E assim assistimos relacionamentos começando e terminando dia após dia. Não haveria problema nenhum nisso, afinal, nossa existência é efêmera, e somos feitos de dúvidas e erros. O problema é assistir o seu relacionamento começar e acabar e ainda assim não aprender nada de valioso com ele. E sabe por que não? Porque vocês não estavam juntos. Apenas estavam sozinhos no mesmo lugar.
Fonte: Obvious
Por: Bruno Inácio

quarta-feira, 25 de maio de 2016

EU QUERO ESTAR SOLTEIRA, MAS CONTIGO

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Quero que vás tomar cerveja com os teus amigos, que no dia seguinte tenhas ressaca e que me peças que te vá ver, porque queres ter-me entre os teus braços enquanto nos acarinhamos um ao outro.
Quero que vás tomar cerveja com os teus amigos, que no dia seguinte tenhas ressaca e que me peças que te vá ver, porque queres ter-me entre os teus braços enquanto nos acarinhamos um ao outro. Quero que conversemos na cama pela manhã sobre todo o tipo de coisas mas, por vezes, pela tarde, quero que cada um decida fazer o que quiser durante o dia.
Quero que me fales sobre as noites em que tu sais com os teus amigos. Que me contes que havia uma menina no bar que te olhava. Quero que me mandes mensagens quando estiveres bêbado com os teus amigos e que me digas coisas aleatórias e sem importância, só para que possas ter a certeza de que eu também estou a pensar em ti.
Quero que ríamos enquanto fazemos amor. Que comecemos a rir porque estamos a experimentar coisas novas e que não parecem fazer sentido. Quero que estejamos com os nossos amigos, e que tu pegues na minha mão e me queiras levar para outro lugar, porque já não consegues aguentar mais e tens vontade de fazer amor comigo ali mesmo. Quero ter de permanecer em silêncio porque há pessoas e ninguém nos pode ouvir.
Quero almoçar contigo, quero que me faças querer falar sobre mim e que tu fales sobre ti. Quero que discutamos sobre qual é o melhor: a costa norte ou a costa sul, a parte ocidental ou a oriental. Quero imaginar o apartamento dos nossos sonhos, mesmo sabendo que provavelmente nunca iremos viver juntos. Quero que me contes os teus planos, esses que não têm nem pé, nem cabeça. Quero surpreender-te ao dizer “Pega no teu passaporte que estamos de partida”.
Quero ter medo contigo. Fazer coisas que não faria com mais ninguém, porque contigo sinto-me segura. Voltar para casa muito bêbada depois de uma noite divertida com amigos. Para que tu coloques a mão no meu rosto, me beijes, me uses como travesseiro e me abraces com força durante a noite.
Quero que tenhas a tua vida para que decidas viajar algumas semanas, apenas por capricho. Para que eu fique aqui, sozinha e um pouco chateada, mas ansiosa que surja a tua carinha no Facebook a dizer “olá”.
Não quero que me convides sempre para as tuas noitadas e não quero convidar-te sempre para as minhas. Assim, no dia seguinte, posso contar-te como foi minha noite e tu também podes contar-me como foi a tua.
Quero algo que seja simples e, uma vez ou outra, complicada. Algo que, por alguns minutos, me faça fazer perguntas a mim mesma, mas no momento que estiver contigo no mesmo local, desapareçam todas as dúvidas. Quero que penses que sou bonita e que fiques orgulhoso ao dizer que estamos juntos.
Quero ouvir-te dizer que me amas e, acima de tudo, poder dizer isso a ti. Quero que me deixes andar à tua frente para que possas ver como o meu corpo se mexe. Quero que me peças para desenhar nas janelas do carro no inverno, porque o meu bumbum balança e isso faz-te sorrir.
Quero fazer planos sem saber se no fim os realizaremos. Estar numa relação clara. Quero ser a amiga com quem tu adoras conversar e passar um bom tempo. Quero que mantenhas o desejo de olhar e apreciar outras meninas, mas quero que me procures a mim para terminar o dia. Porque quero ir contigo para casa.
Quero ser aquela com quem tu fazes amor e depois dormes. A que respeita o teu espaço quando estás a trabalhar e a que fica encantada quando tu te perdes no teu mundo só de músicas. Quero ter uma vida de solteira contigo. Porque a nossa vida de casal seria igual às nossas vidas de solteiros de agora, só que juntos.
Um dia vou encontrar-te.

via: Sábias Palavras - Por: Susana Vieira